4 de setembro de 2016

Blogueira promete que vai se dedicar ao blog e nunca mais abandoná-lo da forma que fez.



A história é engraçada: De repente tudo virou de cabeça pra baixo: Trabalhar 8 horas por dia em pé, atendendo pessoas e organizando as coisas não é fácil. Foi demorado pra acostumar. Vocês acompanharam tudo: desde quando eu comecei a procurar o emprego (e consegui!), mas depois de lá meus posts ficaram cada vez mais escassos. A vontade era grande, sempre, isso nunca mudou. O problema era mesmo o cansaço, o esgotamento... Enfim.

Quando eu estava fazendo curso técnico de noite, no ano passado, vocês ainda contavam com algumas raras visitas aqui, até eu começar a me preocupar também com os estudos para o vestibular. Fiz ENEM e fiz Fuvest, com muita pressão, nos 3 dias da segunda fase da Fuvest eu voltava pra loja pra trabalhar logo após a realização da exaustiva etapa.

Não imagina que mais exaustivo ainda seria entrar na faculdade: Não passei na segunda fase da Fuvest, mas consegui vagas (sim, foram mais de uma) integrais pelo prouni. Todo o inicio do ano foi assim: correndo pra lá e para cá, pegando ônibus, metrô, devendo horas no serviço só para entregar tantos documentos. E todas as vezes tive a mesma decepcionante resposta: "Você perdeu sua bolsa, assine aqui por favor". 

Os motivos não eram meus: Uma vez a faculdade não preenchia turma, outra eles pediam mais um documento horas antes de encerrar o prazo, ou então alegavam que somando várias horas extras minhas e de meu pai nossa renda passava o exigido pelo MEC. Isso acabou comigo e também vi como meus pais sofreram com isso. Não por não ter um sonho realizado, mas por ter várias vezes em nossas mãos uma oportunidade mentirosa. 

Da ultima vez foi o auge: já era tentativa de ingressar no segundo semestre e eu faltei no serviço. Chorei muito, à ponto de ir até o meu pai e dizer: "eu só quero fazer faculdade", nunca pensei que estudar em uma escola de qualidade, no Brasil e na condição que eu estava, só querer muito não bastava. Juntei dinheiro, tive um aumento na loja pelo meu desempenho e decidi que se conseguisse um bom desconto na bolsa meritória da faculdade talvez eu conseguisse bancar.

Estudei ainda mais e prestei o vestibular particular. Acertei 80%, obtive uma bolsa de 70% para todo meu curso. A faculdade não era barata, então ainda ficou caro, mas decidi que iria me esforçar. Primeiro dia de aula, pronta para sair de casa as 7h da manhã para trabalhar e só voltar quase meia noite depois de estudar, recebi uma ligação: não formaram turma no segundo semestre. Ok. Mais uma vez perdido.

Por esse motivo tive um ano conturbado, minha mente ficou tão cansada que eu decidi que seria melhor desativar o blog. No dia seguinte, voltei a trabalhar e recebi uma palavra de incentivo da minha chefe que concluiu o que eu tinha já tinha decidido pela manhã: não mais lamentaria por tudo isso. Eu seguiria dando o meu melhor, fazendo tudo que faço por amor e lutando por meus objetivos.

A gente pode até tentar procurar, mas tudo isso não tem motivo. Eu sou grata por ter conseguido tirar o melhor possível, poder agora enxergar como os programas sociais do governo são falidos, como nós precisamos ser cada vez menos dependentes deles e sim mais autônomos, mesmo que seja mais difícil, entender que nada que vem fácil vale a pena... 

Dessa forma, estou no Intermediário 1 no curso de inglês, li minhas leituras atrasadas, continuei absorvendo conhecimento para futuras provas, comecei alguns cursos à distancia e me tornei adepta do Mindfulness (para quem não sabe, procure conhecer). Em dezembro, completo dois anos trabalhando e sinto puro amor pelo que faço. E nesse mês finalmente tirei férias! ♥

Eu estava esperando para compartilhar tudo isso aqui, mas não dava pra esperar. Perdoem meu sumiço, enfim está tudo esclarecido. Obrigada por quem me procurou e por quem não deixou de me seguir. Gratidão.

Deixo um trecho do texto que atualizei na página "Sobre", aqui do blog:

"Já se passaram 19 anos, 5 de blog, e o que mais me perguntavam sobre o Adolecentro era: O que você vai fazer quando não for mais adolescente, continuar com um blog de adolescentes? E eu nunca soube responder, apenas rir. Hoje posso dizer que nunca medi o meu sucesso pelo que recebo em troca e sim pelo que faz meu coração bater forte, pelo amor que sinto ao produzir o meu trabalho. E quem me perguntasse isso hoje eu diria, que isso é o mesmo que perguntar: "o que você vai fazer quando o amor acabar?", é simples, ele irá acabar. E o Adolecentro continua em pé justamente por isso: Por todo amor que produzo e que também recebo em troca."

Mais uma vez: GRATIDÃO!!
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2 comentários:

  1. Bem-vinda de volta! Senti muito a tua falta. Cumprimento-te, querida, por tua dedicação e por tua luta. Tenho certeza de que, haja os percalços que houver, vc vai chegar aonde quer e tanto merece! Bjs!
    GK

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  2. MEU DEUSSSSS, que post <3333 Tocou o meu coração. Neste momento da minha vida, está tudo conturbado. O meu blog está parada, e isso me dói muito. Sei que primeiro preciso arrumar aqui dentro primeiro, pra depois poder arrumá-lo. Mas como você disse: " E o Adolecentro continua em pé justamente por isso: Por todo amor que produzo e que também recebo em troca." E o meu também continua de é, por todo amor e carinho que eu sinto por ele, e que eu recebo através.
    Suzana, fico muito feliz por você ter voltado. Tô torcendo muito, pra você conseguir realizar todos os seus sonhos. Amo dimais esse seu cantinho aqui, continue com ele... ele faz muito bem a muitas pessoas.

    Bjsss minha flor *---*

    blog-quemsoueu.blogspot.com.br

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