8 de abril de 2016


Olharam-me todos os dias e acreditavam em meu sorriso. Mas meu sorriso às vezes nunca disse nada sobre mim. Apenas era um jeito de ser forte. Sentir calada, ouvir calada, aceitar calada, chorar calada, escrever escondida. Sonhei tanto e tantas vezes meus sonhos não tinham o menor sentido. Mas até então já havia desistido de fazer sentido. E os aplausos eram barulhos ocos sem significado algum. Dentro de mim, havia uma rebeldia sem causa, quase uma raiva, cada vez que, de dedo em riste, falavam quem eu sou, ou ao menos deveria ser.

Quem você pensa que é para definir quem sou? Meu gênero, minha crença, minha cura? Desculpe, vire esse dedo para lá, com todo respeito, por mim, por ti, e pela pouca consciência que temos: sou propriedade de mim mesma. Meu relógio ao contrário conta meu tempo passando, quase se esgotando, e eu perdendo meu tempo, minha sanidade, meu prazer, meu desejo, minha culpa, meu julgo... Para seu orgulho que sempre dependeu do meu.

Eu não sou alguém que você seja capaz de definir. Não me restrinjo a caracterizações. Nem à relações, nem à tentações. Sou apenas o que sou a cada dia. Minhas incertezas, minha sorte, meu caminho. Cansei de intrusos se auto denominando amigos. 

Meus planos todos deram errado. Perdoe tê-lo decepcionado enquanto sequer seu sobrenome me interessou. Todos erramos. Enquanto nossas crenças condizerem, você irá dizer para que eu tenha fé e coragem, mas quando eu discordar disso, você dirá que eu estou colhendo por meus erros e que hei de sofrer ainda mais, mas não te daria ouvidos em qualquer ocasião. Jogue a culpa em mim, pois não irei te culpar.

Tenho um coração repleto de rosas azuis. Elas murcham e renascem em uma frequência constante. Não sou vitima de mim mesma. Sou uma aprendiz capaz de encontrar em mim as melhores descobertas - Só é preciso paciência.

Deixe-me explicar, não sou de concreto. Sou um jardim florescendo. Não coleciono decepções, e considero a liberdade o maior presente. Então aceito amores quando não esperam de mim a "permuta". Pois tenho certeza absoluta de que vou errar nisso. Não posso doar o amor que você alimenta. Só posso doar o amor que eu cultivo e alimento. Sou sincera primeiramente comigo mesma, e isso é tudo. Não peço que me ame, peço apenas que me compreenda. Suma da minha vida se o que quer é me demarcar. E fique se couber no meu pequeno infinito.

É uma bagunça, uma loucura, um furacão. Mas esse é apenas... O simples demais para mim.
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3 comentários:

  1. Todo sorriso esconde um grito por socorro.
    GK

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  2. Que texto lindo!!!
    Amei...
    Beijos
    http://www.blogandocomadeni.com.br/

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  3. Ei lindona, sumi do blog, mas voltei! E, que bom poder vir aqui e ver que você continua com seus textos magníficos *---*

    Bjinhos ;*
    Pâm

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