25 de novembro de 2015


Quero te contar coisas imprevisíveis.

Um dia, sei lá eu que dia, eu te percebi. Você andava pra lá e pra cá e eu era menininha que te via com graça. Você fazia-se notar, eu te fitava mas também no fundo não queria ser vista. Você nunca iria olhar para mim. Então um dia, que eu também não sei qual foi, por graça me fiz notar. Por brincadeira, por estar desocupada, por querer provar pra ver. E o que eu não sabia que aconteceria, aconteceu. Lá estávamos nós, e nossas bocas tão próximas.

Eu sempre tive esse problema, de sem querer acabar fazendo coisas que nem eu sabia que queria. Talvez tudo que eu quero é descobrir aonde a vida pode me levar dessa vez. Qual o próximo texto que eu vou escrever.

E foi tão de repente, eu queria entrar no seu mundo, eu queria conhecer seu gosto, eu queria apreciar suas loucuras... E você me pediu calma. Bastasse meu próprio mundo, meu próprio gosto, minha própria loucura. E só assim podemos ficar juntos. Dois inteiros, duas histórias, dois corpos... Misturam-se agora em formas incríveis. 

Às vezes queremos controlar as situações, o coração é uma caixinha de música que quer estar sempre aberto tocando e quando o fechamos é como esmagar uma bailarina. Mas às vezes precisamos de silêncio, de paz e também de músicas novas. Fé não se pode provar. Assim como não se pode dizer que tudo pode acontecer, quando este tudo não faz parte de nós. Digo o contrário, querido, que nada aconteça. Como dizia Pablo Neruda, para que nada nos separe, que nada nos una.

Assim aconteceu, hoje de tarde, quando eu estava distraída e meus pensamentos se perderam na sua pessoa. Não quero nega-los, não quero retraí-los, só quero permitir-me lembrar. Assim como permiti que acontecesse tudo que aconteceu. Às vezes acho um pouco injusto seu papel na minha vida ter sido tão especial, enquanto eu serei mais um assunto que você irá puxar com alguém. Mas a vida quis assim, você sendo incrível, sendo legal. E a culpa será minha por te ouvir, por te querer. Mas não posso mais me condenar por ser eu mesma.

Não usarei de artimanhas para te conquistar ou seduzir, não pedirei a deus que ilumine esse caminho, nem farei promessa à santo, tampouco uma simpatia. Apenas estarei aqui caso você queira, porque eu quero muito. E um dia eu posso me cansar e chatear, posso sentir um pouco de culpa por ser assim, posso inclusive me machucar... Isso faz parte da vida, e eu não quero negar a vida, meu direito de estar aqui, de sentir o que me faz sentir quando nos encaramos, de conhece-lo como parte de mim, pois isso em breve se tornará escolhas que fiz e que moldaram o que sou/serei, então logo poderei me perdoar, sempre capaz de me consolar, e findar um poema.

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2 comentários:

  1. Viver é, acima de tudo, rendição.
    GK

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  2. Espero que essa coisa imprevisível aconteça. O amor tem dessas surpresas, mas é muito bom vivê-lo.
    Bom final de semana pra você. Saudades.

    http://jj-jovemjornalista.blogspot.com.br/

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