25 de julho de 2015

Um dia ele disse que não me amava, e sua sinceridade tão crua pareceu-me um pouco com amor.


crônicas
O primeiro "eu te amo": você ainda se lembra quando ouviu, quando disse? Confesso que não me lembro, nem por que e para quem... Confesso que, "eu te amo", aos 16 anos, eram três palavras mágicas que dizíamos quando queríamos que alguém ficasse. Foi isso que eu aprendi, que proferimos amor em palavras quando queremos muito alguém por perto. Não quando de fato sentíamos, ou sabíamos amar.

Para falar a verdade, ainda não sei se aprendi a amar. Eu estou prestes a completar 18 anos e ainda não sei bem qual minha cor preferida, meu estilo musical, meus gostos... Ainda duvido de meus sonhos... Mas acho que isso sou eu. E todos parecem mudos, todos parecem levar pesos desnecessários nas costas, pesos de medos de um coração que partiu.

Pronto, falei, a verdade é essa. Eu não sei se sei amar. Você não sabe se sabe. Mas eu acho que sei que o amor não são três palavras. Por isso eu não quero arriscar, não quero jogar palavras ao vento, ao mar, ao léu. Não precisávamos disso. Amor é construção. Posso não te dizer hoje e nem sei se vou um dia, mas você poderia sentir no seu coração e eu no meu. E só por isso, assim nos amaríamos.

A vida é breve, o amor mais breve ainda... Não quero que fique, só quero que esteja... Que sua mente se conecte na minha, como um passarinho volta ao seu ninho... Que você tenha bem certo em sua mente e em seu coração. E nunca duvide de mim. E se eu for embora um dia, ou você... Ainda nos sentiremos por perto.

Talvez devêssemos nos preocupar menos com isso. Se existe amor, se não existe, não é o "x" da questão. Porque amar é um estado. Um verbo que vive. É um abraço. É um silêncio. E ele simplesmente acontece.

O que precisamos é de cargas expectativas mais leves. Apesar de dúvidas, precisamos aprender a expressar o que o coração diz, com ações, mais do que com palavras mágicas que convencem e nada mais. Precisamos de conversa fiada, de "algo mais", de declarações despretensiosas, de dar um passo à frente, de conhecer, de tocar, de olhar, ouvir. Há uma saudade de quando o coração batia forte e era real. Hoje parece só carência.

"Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda..."
- Mário Quintana


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7 comentários:

  1. Tantas verdades. Tantas palavras sinceras... Apaixonada pelo texto <3
    Blog Entretanto

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  2. Jamais se sabe tudo sobre amar. A cada dia há em seu rumo um caminhar.
    GK

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  3. Saudades de antigamente, falar eu te amo de primeira era realmente para quem amávamos.
    http://simpleseagradavel.blogspot.com.br/
    @simpleseagradavel

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  4. É muito difícil eu falar "eu te amo" para alguém. Lembro do primeiro que eu disse, isso foi para meu pai rs quando eu tinha 6 anos (mais ou menos).

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  5. Texto lindooooo.. E encerrou com chave de ouro usando Quintana! <3

    juliamodelodemodelo.blogspot.com

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  6. O nosso conceito de amor muda com os anos. Penso que não outra maneira melhor de amar além da nossa.

    Isa,
    http://isamirtilo.blogspot.pt/

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    1. Obrigada pelos comentários apaixonantes ♥

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