25 de novembro de 2014


Existem momentos que as palavras me somem. E por isso eu tive que falar a alguém que escute e que nada pode me fazer, além de receitar alguns clichês que eu já sabia mas não estava afim de escrever. Meus textos não estão bons, eu não sei mais escrever com o coração, se é que ainda tenho um. Quero monetizar minha escrita, ser sistemática, ter um enredo. Eu não quero mais debruçar meu corpo sobre as palavras e seu poder sobre mim.

Eu estou em um momento que não tenho palavras. Insisto em dizer porque sem isso eu não seria eu. Esse é um relato triste. É uma depressão para um escritor: ser abandonado pelo próprio sustento. Continuo no meu exercício da escrita, pois às vezes parece que não me incomodo com o abandono. Sozinha continuo sendo eu e preciso suportar minha solidão. Sem público, criticas ou aplausos.

Eu queria libertar o que tenho aqui dentro mas é muito mais difícil do que imaginei. Primeiro, se passa por um longo tempo de conflito interno, e depois uma explosão quase insuportável, textos e mais textos gritando, te atormentando. No final a gente esfria e só consegue escrever clichês. Eu já passei por isso uma vez e, para sair desse inútil final, estou passando novamente, aguardo com ansiedade o êxtase da segunda fase, por mais doloroso que eu sei que é.

Preciso sentir profundo, preciso sair da zona comum. Por isso busco ser só. Pois as pessoas são comuns, não por nascerem assim, mas por se fazerem assim, preguiçosas, ocupadas, medrosas. Já eu, por mais que saiba o quanto é difícil aceitar-se plenamente, já não consigo ficar calada, rir de qualquer piada, seguir um padrão. Me causa ócio.

E estou impossibilitada de terminar esse texto.

24 de novembro de 2014


A Michelle é cabeleireira e amiga que eu vi crescer profissionalmente, desde o sonho de fazer makes, o esforço para comprar os produtos até começar a gravar vídeos e tirar fotos com a qualidade merecida. Ela deu duro, investiu tempo e dinheiro para começar a divulgar seu trabalho da melhor forma possível. O resultado não foi diferente: em pouco tempo a page dela já ultrapassou as 7 mil curtidas e o primeiro vídeo já teve mais de 6 mil visualizações. E hoje eu vim compartilhar com quem ainda não conferiu:



Todos os trabalhos que ela faz desde cabelos até as makes são postados na page, de forma bem pessoal e interativa. E agora ela também inaugurou o blog para compartilhar dicas que ela ganhou com os anos de experiência. Vocês sabem que maquiagem não é meu forte, mas para quem aí curte e se interessa não deixa de visitar, pois até eu parei pra ver esses vídeos que estão muito satisfatórios! ♥


22 de novembro de 2014


Shadow Days by John Mayer on Grooveshark

Depois daquele dia que eu fiquei meio desiludida com a "promessa de me ligarem", fiquei à toa em casa tramando minha próxima sacada em outro "estabelecimento literário". Mas antes que eu fosse até lá recebi a tão esperada ligação. Confesso que ainda tinha sim um pouquinho de esperança que pelo visto faria toda a diferença. Eu tava meio desesperada me inscrevendo em todas as vagas de emprego possíveis pela internet, e quando o pai atendeu o telefone ele ouviu dizendo que era da Pizzaria.

Eu fiquei tipo: "Nossa, pizzaria? Eu não lembro de procurar trabalhar em pizzaria nem aqui nem na China..." - Não que eu tenha algo contra quem trabalha, acontece que o horário não dá pra mim.

Atendi com certo receio, e quando vi era quem eu carinhosamente chamo agora de "dona Rô". Perguntou se eu ainda tinha interesse naquela vaga. Eu pensei qual vaga? Ah, claro! Qual mais seria? A única que entreguei currículo e fiz entrevista! Quase pulei de alegria. Sim, meu sonho estava realizado. No dia seguinte, era sexta-feira, eu estaria começando, na Livraria (e não pizzaria), é cláro!

Fui (e ainda vou) toda orgulhosa. Mas pra ser bem sincera agora eu entendo o que dizem do "primeiro dia". Posso dizer com certeza que é horrível! Por mais que todos tentem ser gentis com você, aquela sensação de ver todo mundo trabalhando com a maior normalidade e você se sentindo um intruso, sem saber exatamente o que fazer, te faz sentir péssimo. Sobre a dor nos pés, as minhas são suportáveis (pois ainda não acostumei).

Mas como já havia dito antes, esse "universo" de vendas me chamou mais atenção do que eu esperava. É uma das formas mais interessantes que eu descobri de praticar a gentileza: atendendo as pessoas. Algumas acham que você nunca faz mais que a obrigação, desde atende-la com rapidez até pegar as coisas que ela deixa cair no chão (sério, tem gente que espera você pegar), já outras pessoas se sentem mal por te fazer trabalhar, até esquecem que sou paga para isso e pelo contrário estaria tendo que procurar fazer algo útil em troca do dinheiro que recebo.

Enquanto não trabalho escrevendo, procuro estar atenta às minimas coisas que compõe cada pessoa que põe o pé ali. Incrível perceber que cada uma tem um jeito único e muitas vezes até totalmente diferente dos meus. Apenas ouvindo e olhando uma pessoa é possível perceber diversas, incontáveis feitios, naturezas, índoles, feições, hábitos e modos, coisas pelas quais só conseguimos perceber ao termos pequenos contatos que acontecem muito rapidamente, e não conseguimos perceber quando estamos entre a multidão que passa na rua ou que anda no mesmo transporte público com a gente, onde todos acabam sendo apenas mais um.

Não quero me estender sobre as primeiras coisas que venho refletido nesses dias tão curtos que trabalho. Na verdade eu só queria de coração compartilhar que acabei sim conseguindo trabalhar na livraria. ♥

Pra quem não se lembra, comentei aqui sobre minhas metas à longo prazo e a primeira era conseguir um emprego em uma livraria/biblioteca/editora. Os fatos citados são verídicos. Confira as parte I, II e III. Comentem o que esperam saber da continuação da história ♥

19 de novembro de 2014


Hoje eu queria falar de falta. Que é o que eu sinto hoje. Sinto também um monte de outros sentimentos, porque eu quero seguir e viver o amanhã. Mas eu queria muito que esses momentos não fossem só meus. Não queria ter que correr só por mim mesma. Queria correr por um sorriso de alguém. Que alguém corresse por mim também. O que é o mundo quando estamos sozinhos? Quando não temos pra quem chorar no fim da tarde?

Essa  solidão dá um buraco no estomago, um nó no coração, um vazio nem sei aonde. Essa sensação aperta e espreme e faz chorar. E isso é tudo que eu tenho pra dizer. Que as horas passam e mesmo passando não se distanciam dos dias que eu fazia alguém feliz. E uma raiva sem tamanho toma conta de mim, uma raiva dele, por ter me deixado ir assim, sem mais nem menos. E uma raiva de mim, por não ter dado motivos suficientes pra ficar.

Tá eu sei que vão me falar clichês que o tempo passa, eu sei disso, eu sei muito bem disso. Mas agora eu só quero me sentir uma fracassada, porque eu perdi uma parte de mim. Perdi um sorriso que valia a pena, ou pelo menos sempre pareceu valer. Um sorriso que vai sorrir para outras pessoas que saberão valoriza-lo melhor do que eu. 

E eu? Eu ficarei esperando que alguém goste do meu sorriso, que entenda que eu me chateio fácil, que tenha saco pra mim. É pessimista, eu sei. Mas não dói um pouco pensar que o mundo poderia acabar desde que você estivesse com alguém que agora te deixou? E que você a deixou também. Que o acordo foi o mais injusto possível. Partindo em dois um coração só. Resta agora sentir a falta até que ela passe, e passe sozinha sem ninguém pra ocupar, porque não sou carente, só tinha muito amor que nunca soube aproveitar. E agora fica guardado pra mim. E para as mais lindas lembranças que são minhas. E a raiva também fica para mim, para aprender com os erros e esmagar alguém que me magoou.


Olá, agradeço desde já quem leu até aqui. E quero dizer que dispenso conselhos nesse post. Não quero que comentem que as coisas passam ou que desejam que eu melhore, se opinar, opine sobre o texto como texto e não como parte pessoal minha. Sinceramente eu não quero ouvir clichês e nem que invadam-me nesse momento.