22 de novembro de 2014


Shadow Days by John Mayer on Grooveshark

Depois daquele dia que eu fiquei meio desiludida com a "promessa de me ligarem", fiquei à toa em casa tramando minha próxima sacada em outro "estabelecimento literário". Mas antes que eu fosse até lá recebi a tão esperada ligação. Confesso que ainda tinha sim um pouquinho de esperança que pelo visto faria toda a diferença. Eu tava meio desesperada me inscrevendo em todas as vagas de emprego possíveis pela internet, e quando o pai atendeu o telefone ele ouviu dizendo que era da Pizzaria.

Eu fiquei tipo: "Nossa, pizzaria? Eu não lembro de procurar trabalhar em pizzaria nem aqui nem na China..." - Não que eu tenha algo contra quem trabalha, acontece que o horário não dá pra mim.

Atendi com certo receio, e quando vi era quem eu carinhosamente chamo agora de "dona Rô". Perguntou se eu ainda tinha interesse naquela vaga. Eu pensei qual vaga? Ah, claro! Qual mais seria? A única que entreguei currículo e fiz entrevista! Quase pulei de alegria. Sim, meu sonho estava realizado. No dia seguinte, era sexta-feira, eu estaria começando, na Livraria (e não pizzaria), é cláro!

Fui (e ainda vou) toda orgulhosa. Mas pra ser bem sincera agora eu entendo o que dizem do "primeiro dia". Posso dizer com certeza que é horrível! Por mais que todos tentem ser gentis com você, aquela sensação de ver todo mundo trabalhando com a maior normalidade e você se sentindo um intruso, sem saber exatamente o que fazer, te faz sentir péssimo. Sobre a dor nos pés, as minhas são suportáveis (pois ainda não acostumei).

Mas como já havia dito antes, esse "universo" de vendas me chamou mais atenção do que eu esperava. É uma das formas mais interessantes que eu descobri de praticar a gentileza: atendendo as pessoas. Algumas acham que você nunca faz mais que a obrigação, desde atende-la com rapidez até pegar as coisas que ela deixa cair no chão (sério, tem gente que espera você pegar), já outras pessoas se sentem mal por te fazer trabalhar, até esquecem que sou paga para isso e pelo contrário estaria tendo que procurar fazer algo útil em troca do dinheiro que recebo.

Enquanto não trabalho escrevendo, procuro estar atenta às minimas coisas que compõe cada pessoa que põe o pé ali. Incrível perceber que cada uma tem um jeito único e muitas vezes até totalmente diferente dos meus. Apenas ouvindo e olhando uma pessoa é possível perceber diversas, incontáveis feitios, naturezas, índoles, feições, hábitos e modos, coisas pelas quais só conseguimos perceber ao termos pequenos contatos que acontecem muito rapidamente, e não conseguimos perceber quando estamos entre a multidão que passa na rua ou que anda no mesmo transporte público com a gente, onde todos acabam sendo apenas mais um.

Não quero me estender sobre as primeiras coisas que venho refletido nesses dias tão curtos que trabalho. Na verdade eu só queria de coração compartilhar que acabei sim conseguindo trabalhar na livraria. ♥

Pra quem não se lembra, comentei aqui sobre minhas metas à longo prazo e a primeira era conseguir um emprego em uma livraria/biblioteca/editora. Os fatos citados são verídicos. Confira as parte I, II e III. Comentem o que esperam saber da continuação da história ♥

19 de novembro de 2014


Hoje eu queria falar de falta. Que é o que eu sinto hoje. Sinto também um monte de outros sentimentos, porque eu quero seguir e viver o amanhã. Mas eu queria muito que esses momentos não fossem só meus. Não queria ter que correr só por mim mesma. Queria correr por um sorriso de alguém. Que alguém corresse por mim também. O que é o mundo quando estamos sozinhos? Quando não temos pra quem chorar no fim da tarde?

Essa  solidão dá um buraco no estomago, um nó no coração, um vazio nem sei aonde. Essa sensação aperta e espreme e faz chorar. E isso é tudo que eu tenho pra dizer. Que as horas passam e mesmo passando não se distanciam dos dias que eu fazia alguém feliz. E uma raiva sem tamanho toma conta de mim, uma raiva dele, por ter me deixado ir assim, sem mais nem menos. E uma raiva de mim, por não ter dado motivos suficientes pra ficar.

Tá eu sei que vão me falar clichês que o tempo passa, eu sei disso, eu sei muito bem disso. Mas agora eu só quero me sentir uma fracassada, porque eu perdi uma parte de mim. Perdi um sorriso que valia a pena, ou pelo menos sempre pareceu valer. Um sorriso que vai sorrir para outras pessoas que saberão valoriza-lo melhor do que eu. 

E eu? Eu ficarei esperando que alguém goste do meu sorriso, que entenda que eu me chateio fácil, que tenha saco pra mim. É pessimista, eu sei. Mas não dói um pouco pensar que o mundo poderia acabar desde que você estivesse com alguém que agora te deixou? E que você a deixou também. Que o acordo foi o mais injusto possível. Partindo em dois um coração só. Resta agora sentir a falta até que ela passe, e passe sozinha sem ninguém pra ocupar, porque não sou carente, só tinha muito amor que nunca soube aproveitar. E agora fica guardado pra mim. E para as mais lindas lembranças que são minhas. E a raiva também fica para mim, para aprender com os erros e esmagar alguém que me magoou.


Olá, agradeço desde já quem leu até aqui. E quero dizer que dispenso conselhos nesse post. Não quero que comentem que as coisas passam ou que desejam que eu melhore, se opinar, opine sobre o texto como texto e não como parte pessoal minha. Sinceramente eu não quero ouvir clichês e nem que invadam-me nesse momento.

17 de novembro de 2014


Ta na hora de repensarmos nossos vilões. Eu sou MUITO fã de Branca de Neve e confesso que o que me levou a comprar essa saga foi exatamente a capa desse livro.

Livro 1 - Veneno: Esse é um livro sarcástico e extremamente sexy. No início conhecemos Lilith, a madrasta de Branca, entendemos como ela pensa e o que motivou ela a querer se livrar da enteada. Achei bem interessante conhecer mais sobre a madrasta, saber como ela realmente é. O livro é narrado na terceira pessoa, o que nos deixa a par da livre, selvagem, independente e espevitada Branca de Neve, que de boba e ingênua não tem nada. Lilith quer se livrar da enteada e não importa como. Adorei como Sara Pinborough recontou o clássico da Disney e de como ela matou algumas curiosidades minhas, tipo como a rainha conseguiu o espelho encantado e o porque de todos os anões serem homens e, o mais interessante foi a conexão com dois outros contos de fadas, João e Maria e Alladin. Quando o livro está no ponto de vista de Lilith é uma leitura fluida, rápida. Confesso que quando mudou pro ponto de vista da Branca ficou um pouco chato, mais nada que perca o encanto do livro.


Livro 2 - Feitiço: No segundo livro da série ficamos a par da história da Cinderela. Aquela garota simples que é deixada de lado pela madrasta que só da atenção para suas legítimas filhas e que também é orfã da atenção do pai. Como uma das filhas casou recentemente, a renda e a atenção da madrasta se concentrou em Rose (a outra filha), que está sendo treinada para ser cortejada pelo príncipe naquele famoso baile onde ele pretende encontrar uma esposa e tal. O desenrolar da história é bem clichê na verdade, só no final do livro que encontramos respostas, soluções e  diversas revelações. Cinderela em si só tem destaque no final do  livro, onde a autora me deixou de queixo caído. O mistério que ela revela é sinistro, o que me fez delirar durante a leitura. Os personagens do livro anterior reaparecem aqui em alguns pontos, então fiquem atentos.

Livro 3 - Poder: Acho que esse é o livro menos óbvio da trilogia. O modo como ele contou a história da A Bela e a Fera me agradou muito e eu até esqueci que o conto central do livro era A Bela Adormecida. Esse livro trouxe a conexão com a Chapéuzinho Vermelho e o Lobo Mal, Rapunzel e trouxe até o meu querido Rampelstilskin já que a autora tem como inspiração a serie Once Upon a Time.  O melhor do livro é que eu não percebi que a autora foi revelando coisas, colocou a história da Chapéuzinho um pouco a parte dos principais mais com um final bem interessante. No final do livro a editora colocou uma entrevista com a autora onde ela explica da onde e porque surgiu a ideia de escrever essa trilogia. Um fato que me surpreendeu foi que ela escreveu primeiro Feitiço, logo em seguida Veneno e Poder, me deixou a sensação de que esse livro é apenas um apêndice.

O que eu achei da série num todo? Vale a pena ler. Embora várias coisas tenham ficado em aberto, a cargo de eu completar quem fica com quem, ou porque determinado personagem apareceu e por aí vai, ainda foi uma leitura boa e rápida. Os três livros são curtos, fáceis de ler e trazem elementos diferentes ao que a gente está acostumado com contos de fadas. Tem finais felizes para alguns personagens e para outros não, tem romance, magia, um pouco de sensualidade e bastante aventura. Então são livros que entretêm apesar dos pesares. Eu posso ter feito algumas confusões por ter espaçado demais a leitura do segundo para o último, por isso recomendo que a leitura dos três seja feita de uma vez, ou logo. Para mim o segundo foi o melhor, mais ousado e amarrado e com um final que me surpreendeu, mas os outros não são ruins. É uma boa trilogia e que merece ser lida.


Odeio ter que sumir do blog por causa do meu trabalho, sério, tá estressante! Quando eu (finalmente) tenho um tempo livre, eu procuro descansar e a inspiração pra montar posts nunca vem. Porém hoje eu me forcei a sentar na cadeira do computador pra escrever. Faz um tempinho que eu li essa saga e que to pra resenhar ela aqui, mais sempre acabo colocando outras resenhas na frente e esquecendo dela. Espero que tenham gostado! Beijosss 

16 de novembro de 2014


Quero me convencer das coisas boas que vivo. Quero esquecer que vivo, ou que vivi. Viver, pra disfarçar o que morre dentro de mim. Quero que entendam o que eu digo, o que eu penso. Às vezes isso é tudo que precisamos. Ou de apenas que ouçam. Que quando eu digo não há o que me responder. Tenho pessoas ao meu redor mas sei que estou só. Essa solidão me permite, no meio da noite, compor um poema, fazer o que não se faz.

Descobri que gosto das rosas e é só por gostar. Admiro-as e vejo nelas um pouco de mim. Me identifico, não com a beleza, mas com a delicadeza, o silêncio, a fragilidade que os poucos espinhos não conseguem suprir. Descobri que gosto de você também, assim, sem motivo maior. É como se visse como nunca mais vi uma parte pequena de mim em você. Frágil, quieta.

Como você foi capaz de sufoca-la?

Sei que estou morrendo dentro de ti. Te olho e não me encontro mais. Perdi a parte de mim que havia em ti. E agora estou perdida. Contemplo as rosas, que murcham e renascem e nem por isso deixam sua beleza. Quero murchar e quero nascer de novo, mesmo sabendo que morrer talvez não me faça mais forte, e que diversas vezes nessa vida ainda hei de murchar. Mas orgulho-me mesmo frágil como sou.

Tenho também espinhos, será que foram eles que sufocarem a parte de ti que havia em mim?

Na verdade o que aconteceu foi que de repente eu acordei e sentia uma saudade que não sei explicar. Me pergunto onde errei novamente, me odeio, me rendo. Levanto e tudo está bem. Quero esquecer que vivo pois o tempo leva para cada vez mais longe meu passado que contém partes tão importantes de mim. Meu coração ainda bate parado no momento que te disse adeus.