23 de outubro de 2014


O Mundo não gira, nunca girou e nunca vai girar ao redor de um umbigo só. Pode ser daquela pessoa que ganhou fama piscando os olhos, ou aquela que se esforça ao máximo e não chega a lugar nenhum. E independente de tudo, todos nós precisamos aprender um pouquinho.

O que eu acho é que: se você se comportar, acreditar, agir, fazer, falar o que todo mundo fala, sem dúvida alguma você acabará como mais um monte de blogs que fazem exatamente as mesmas coisas e disputam a atenção do mesmo público.

Mas o público não tá nem aí pra isso, navegar na internet é de graça, então a pessoa muito bem escolhe se ela volta no seu cantinho pra sempre ou nunca mais, ou de vez em quando. Nem sempre vão te amar por você ser você mesmo. E eu sei muito bem o quanto é triste achar sua própria vida monótona e sem atrativos especiais. Talvez você só precise dar mais atenção para suas ideias e menos atenção pro facebook. Acreditar mais em você mesmo do que no que dizem por aí.

Já perdi a conta de quantas vezes falei que não há fórmulas nem números que te mostrem se você está indo bem ou não. Sabe por quê? Porque quem é um pouquinho mais esperto (no bom sentido!) nunca vai se conformar, vai sempre querer melhorar, ter novas ideias e etc. Então seja lá quanto tempo você tem no que faz, não se compare a meras estatísticas, eu sei que você é mais do que isso.

Entenda que nem tudo é plágio, nem todo mundo está louco para te copiar e nem todo mundo quer acabar com seu blog. Nem todo mundo que critica é invejoso. Pare de se colocar como vítima! Se você olhar direito, vai enxergar que tudo tem um lado bom. E pra toda vida a gente precisa de mais um pouquinho dessa visão.

Ao invés de apontar e desprezar, estenda mais a mão. Não demore muito aonde não pode deixar um pouco de amor. Talvez seja isso que todos nós procuramos.

22 de outubro de 2014

“Estou atrás do que fica atrás do pensamento”



Autor: Clarice Lispector| Editora: Rocco | N° de Pág.: 88


"Neste longo texto ficcional em forma de monólogo, Clarice Lispector se confunde com a personagem, uma solitária pintora que se lança em infinitas reflexões sobre o tempo, a vida e a morte, os sonhos e visões, as flores, os estados da alma, a coragem e o medo e, principalmente, a arte da criação, do saber usar as palavras num jogo de sons e silêncios que se combinam. Tudo é revelado através do olhar dessa pintora-narradora, que cai em estado de graça em plena madrugada."

- Sinopse retirada do site Skoob.

Um dia eu disse infantilmente: posso tudo.
Depois de ler "A Hora da Estrela" (resenhei aqui) fiquei impressionada em como a Clarice consegue assumir a personalidade de um outro narrador qualquer e falar como se fosse ele. Mas quem lê sempre acaba se perguntando se aqueles sentimentos realmente são de Clarice ou são todos fictícios. Com Água Viva não é diferente. Ela assume a personalidade de uma artista pintora e solitária, que escreve para um "alguém" masculino.

Um exercício de apreciação e atenção.


A diferença é que nesse livro não há uma história, sequer nem um começo, meio ou fim. Clarice simplesmente vai soltando suas reflexões como se escrevesse no automático e, de um jeito melancólico, filosofa sobre sua solidão, sobre as flores, a alma, vida e morte. E ao mesmo tempo com uma escrita extremamente poética.

"Não quero perguntas por que, pode-se perguntar sempre por que e sempre continuar sem resposta: será que consigo me entregar ao expectante silêncio que se segue a uma pergunta sem resposta? Embora adivinhe que em algum lugar ou em algum tempo existe a grande resposta para mim."

Ao ler o livro me sentia adentrando em um universo que exigia minha completa dedicação e apreciação. Se por um segundo meu pensamento, num descuido, se desviasse, eu já não conseguia compreender o que a autora queria dizer, pois como disse, não há uma narração de uma história, e sim pensamentos falados. Esse livro requer total atenção. Mas garanto que quem lê, mesmo cansado, sente vontade de reler, reler e reler...

Eu admiro muito a coragem de Clarice ao escrever um livro tão intimamente. São 88 páginas de conversa e só quem escreve sabe o quanto deve ter sido desgastante escrever o que se passa em sua mente, assim, sem medo e sem amarras.

"Sou inquieta e áspera e desesperançada. Embora amor dentro de mim eu tenha. Só que não sei usar amor. Às vezes me arranha como se fossem farpas."

Nota: ♥ ♥ ♥ ♥ / 5 - | Leitura média-difícil | Comprar  
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21 de outubro de 2014


Como eu disse na primeira vez que mostrei o vestido aqui, usei ele de diversas formas (além da clichê ankle boot e meia calça). Uma das formas foi com acessórios dourados, que eu acho que deixam o look mais sofisticado e delicado. Confesso que não sou muito fã das minhas pernas sem meia calça, mas vez ou outra coloco uma sandália e acabo arriscando. Não mudei muita coisa (além do cabelo que lavei haha) mas já fez uma diferença, né?

Pra ficar mais arrumadinha, delineado e batom vermelho, assim não tem erro ♥








Vestido: Costureira | Sandália: Presente | Acessórios: Astri Biju | Batom: Lip Crayon RED

20 de outubro de 2014


Oi Gente! Como todos já sabem, meu blog saiu do ar por um tempinho por causa do domínio coisa e tau, e então eu tive a brilhante ideia de atualizar meu canal e não perder o contato com vocês meu amados leitores. Confesso que nesse vídeo eu só paguei micos sem graças, mas quebrou um galho e foi divertido. Como eu sei que nem todo mundo curte vlog, também vou escrever sobre os livros aqui. Mas o que vocês acham de eu atualizar mais vezes meu canal?

Lembrando que eu gravei no domingo dia da eleição e tau, só demorei pra mostrar pra vocês rs ♥




Como dito, as leituras do mês de setembro foram:

Amar, verbo Intransitivo: Como não foi dito no vídeo, esse livro conta a história de Carlos, jovem de família burguesa, onde o próprio pai contrata uma suposta "professora" para iniciar a vida sexual do rapaz. Calma que esse não é o assunto principal do livro: a proposta é criticar a hipocrisia da sociedade paulistana do século em que foi escrito. (resenha

Coleção Melhores Poemas (Paulo Leminski): Sempre quis ler um livro desse autor, e consegui essa coleção emprestada. Minha leitura foi muito tranquila, divertida e leve, uma experiência muito agradável devido a maneira que o autor brinca com as palavras, sem deixar o intelecto de lado. (sinopse)

Água Viva: Esse livrinho pediu muito minha atenção! Só concentrado você consegue captar tudo o que Clarice quis passar com esse livro (que mais parece uma crônica sem fim), e você realmente não vai querer perder nadinha. (sinopse)

1984: Um romance que critica as utopias governamentais da organização social nos ultimo tempos (capitalismo/socialismo), existem muitos livros no estilo mas esse é um dos clássicos e prevê muito do que aconteceu e ainda acontece. (Resenha)

As Sete Irmãs: Já falei tanto desse livro que já estou cansando. Mas foi o que mais me agradou de todos, por ser um romance muito bem escrito, uma história muito atraente e uma leitura muito fácil. Que viagem foi embarcar nessa série! Mal posso esperar pelos próximos livros. (resenha)

Fazendo a coisa certa de maneira certa: Esse livro é tão pequeno que eu novamente ia me esquecendo de cita-lo (e nem citei no vídeo), ele é como se fosse o "rascunho" de uma pregação, escrito pelo Silas Malafaia, meu pai tem vários desses. O escolhido pra esse mês atenta a não apenas fazer a coisa certa, mas faze-la de maneira certa, inspirado na vida de Davi. (detalhes)

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