27 de março de 2015


Nem todos que me leem aqui no blog ou no meu tumblr, sabem que tenho um projeto, junto a escritora e blogueira Jhully Inácio (autora do livro Nós de Saudade), intitulado "Entre Versos e Palavras" que irá virar livro ainda esse ano. Estamos escrevendo juntas e hoje quero compartilhar um desses escritos com vocês, e espero que gostem e se envolvam com a gente nesse projeto, pois toda participação de leitores será muito bem vinda. ♥

Recíproco

A nossa vida é um invólucro de amor e gratidão. Uma caixinha bonita de poá azul e laço de renda. Cheinha de surpresas. Você vive pouco ou muito tempo (não importa) e de repente encontra alguém, do outro lado do mundo, talvez, que parece ser igual a você. Com todos os trejeitos e defeitos. Olha que bonito! Conhecer outra pessoa, com outra cultura, com outra história que tanto se pareça conosco. Os mesmos gostos, a mesma visão de mundo, a mesma bondade no olhar e o mesmo sorriso. 

Eu te encontrei sem duvidar do acaso. Quando muita coisa ou nada faziam sentido. 

Em questão está somente o que chamamos de coincidência, mas e todas as outras estórias? E a providência? E o destino? E a vontade de Deus? Eu não sei sobre as razões, não sei sobre as querências divinas. Mas olha, te encontrar foi um amor recíproco entre eu e Deus. Conhecer-te foi de uma reciprocidade ímpar entre nossas vontades de ter alguém por quem se preocupar e que preocupa conosco. Saber que você existe, em algum lugar desse plano, é antes de qualquer coisa, gratidão. A Deus, por providenciar essa junção e a você, por me receber em seu coração e em sua vida. 

Pra te querer não dependeu de mim, foi quem te criou, que te fez desse jeito, impossível de duvidar. Eu te vi e te quis, já nem tanto pelo acaso, por esperar ou pelo amor à primeira vista, te vi e simplesmente quis, sabendo que era você, com todos os defeitos, mas também com esse jeito que agora eu lembro e gosto tanto. 

Alguma parte de mim já sabia que você existia e te gritava, uns dias que até chorei. Foi como receber um lencinho pra acalmar o choro. Quando eu menos esperava e mais precisava. Água com açúcar em dia de mal estar. Você chegou e foi como se já conhecêssemos a história tão bem, que seguimos o roteiro e fizemos nosso show. Cá estamos, no mundo todo, em qualquer lugar e num lugar só. Você é mais um dos meus nós. E que a vida não nos desamarre. 

Jhully Inácio e Suzana Santos.

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26 de março de 2015


Nostalgia é a palavra de ordem para 2015! Só esse ano teremos remake de Cinderela, Mogli, Poltergeist, Mad Max, O Quarteto Fantástico e mais uma aventura do nosso querido James Bond. Entre as novidades do ano temos o novo longa da Marvel com Homem-Formiga, o novo filme do Tim Burton entitulado Grandes Olhos e já saiu a tão esperada adaptação de 50 tons de Cinza.

Separei aqui uma listinha com alguns títulos pra aguçar a curiosidade de vocês. Tá separado por mês até o fim do ano, foi melhor pra eu me organizar e me programar pra assistir todos haha

Abril:

Dia 02: Cinderela (Cinderella, Kenneth Brannagh, EUA); e Velozes e Furiosos 7 (Fast & Furious 7, James Wan, EUA);
Dia 16: Dragon Ball Z (Dragon Ball Z: Fukkatsu no F, Tadayoshi Yamamuro, Japão);
Dia 30: Os Vingadores 2: A Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron, Joss Whedon, EUA);



Maio

Dia 14: Mad Max - Estrada da Fúria (Mad Max - Fury Road, George Miller, EUA);

Junho
Dia 18: Cidades de Papel (Paper Towns, Jake Schreier, EUA);
Dia 25: Minions (The Minions, Pierre Coffin, Kyle Balda, EUA);



Julho
Dia 09: Ted 2 (Seth MacFarlane, EUA);
Dia 16: Homem-Formiga (Ant-Man, Peyton Reed, EUA); e Pan (Joe Wright, EUA);
Dia 23: Poltergeist (Gil Kenan, EUA);

Agosto

Dia 6: The Fantastic Four (Josh Trank, EUA);

Setembro

Dia 17: Maze Runner 2 (Wes Ball, EUA);

Outubro

Dia 1: Hotel Transilvânia 2 (Genndy Tartakovski, EUA);
Dia 29: 007 - Spectre (Sam Mendes, EUA);

Novembro

Dia 19: Jogos Vorazes - A Esperança Parte 2 (Francis Lawrence, EUA);

Lembrando que se eu fosse colocar todos os filmes que serão lançados em 2015 o post ia ficar muito grande, então coloquei só os que me interessam assistir, mais dúvidas eu posso procurar pra vocês. Não esqueçam de deixar tudo anotado na agenda! 
Beijos, até a próxima ♥

25 de março de 2015

Nunca tive "sorte" com esse negócio de BFF.

Lembro da primeira melhor amiga que eu tive, mais ou menos na 4ª série... Éramos unha e carne, íamos juntas pra escola, almoçávamos juntas, passávamos a tarde juntas e não sei como não enjoávamos uma da outra. Acredito que isso deve ter durado uns 2 anos, até uma triste notícia mudar nossa vida - Érica foi embora pra São Paulo - e nós perdemos totalmente o contado. Nunca mais a vi e nem lembro qual o sobrenome dela pra tentar uma busca no facebook e quem sabe retomar a amizade.

Com o tempo eu fiz outras amizades que talvez pudessem ser chamadas de "melhores", mas alguns anos depois também mudei de cidade e querendo ou não na distância a intimidade não é a mesma. Encontrei uma "melhor amiga" na cidade nova e por coincidência (ou não) levei um tapa na cara da vida alguns meses depois. Ela fez a pior sacanagem da life comigo. Enfim, não tenho sorte. Algum tempo depois conheci uma menina na igreja que tava comigo quase todo dia, morava perto da minha casa, íamos à igreja juntas, fazíamos tudo juntas e começamos a nos tratar como BFF.

Chamávamos uma a outra de best e tudo o mais, mas sabe lá Deus porque, acabou. Fomos nos afastando com o tempo e hoje a gente mal se fala.


Mas não sei por qual motivo... Eu ainda acredito em amizades que duram pra sempre. Acredito na amizade que de tão verdadeira vai além da vida e de geração pra geração. E de tanto acreditar, ainda sonho.

Sonho com o dia em que finalmente perceberei que esse negócio de azar não existe mesmo e que eu tenho sim a minha BFF. Minha mais que amiga que eu posso contar em qualquer momento que seja. A mãe da amiga da minha filha. Minha cúmplice, confidente, amiga, irmã. Uma pessoa que eu admiro e confio de olhos fechados. Que participe de todos os meus momentos e que eu também possa fazer parte de todas as conquistas da vida dela.

Sempre tenho aquela invejinha branca quando vejo duas melhores amigas de longa data que nunca perderam o contato e espero de verdade, também viver isso um dia.

E vocês? O que pensam sobre o assunto? Acham importante ou irrelevante ter uma melhor amiga? Será que só eu sou tão clichê a ponto de me preocupar com isso? Conte pra mim nos comentários. =]

24 de março de 2015


Um dia, quando eu ainda não tinha a idade dos adultos, me contaram uma história que começava com "era uma vez" e acabava com "felizes para sempre". Depois desta, me contaram de um tal de Romeu e Julieta, que morreram se amando. "Lindo, maravilhoso", tá bom, ok, eu sei, concordo. Mas cá entre nós, há tanta coisa fora do lugar! Esse negócio de amor eterno, que eu acho que é clichê, alguém leva a sério? Agora eu já to grandinha, mas não sei, acho que não devo, mas ainda meio que acredito que vou ficar velhinha ao lado da mesma pessoa, pessoa essa que nem encontrei ainda... Só que tenho mais certeza que o amanhã a gente nunca sabe e nunca vai saber.

Pra falar a verdade eu nem gostei de Romeu e Julieta. Que amor mesquinho é esse que faz matar e faz morrer? Talvez eu ame demais a vida, talvez eu até queira muito vive-la ao lado de alguém. Talvez eu queira muito ver alguém sorrir. Talvez só queira ser o motivo desse sorriso. É que minha história não segue roteiro e não marca grandes acontecimentos. Mas posso descrever a sensação de tomar um café a dois?

A gente marcou, ou só se encontrou ao acaso. Tomamos café, sorrimos. Fomos embora. Fim.

O intervalo entre o "era uma vez" e o "felizes para sempre" é sempre tão vago assim? Esse intervalo que a gente vai embora, meio contente, mas meio vazio... Sem saber direito quem ele era, o que ele sentia... Sem poder dizer direito tudo que assola o coração. Sem sequer conseguir falar de coração. Esse detalhes sempre tão frágeis, essas linhas que nos aproximam sempre tão finas, sempre tão quebráveis. Será que um dia havemos de ser feitos a metade de alguém?

Talvez a vida por si só já me complete, já me ocupe demais. Talvez viver por si só já seja complexo demais. Talvez eu possa sorrir para o espelho. Talvez eu me contente com as flores, os breves beijos e breves elogios. Quem sabe ele só não seja mais um olho bonito, mais um perfume bom... E nada além disso. Talvez ele, e todos eles, sejam apenas suas vidas mesquinhas, que não morrem por ninguém mas também não vivem por pessoa alguma, assim como eu.

"Não posso ser a mulher da sua vida porque já sou da minha" - Bruna Grotti