25 de outubro de 2014

Quem leu a primeira parte da "Saga: Metas a Longo Prazo" sabe que estou à procura de um emprego. O assunto para o próximo post é que minha prima me chamou para ajuda-la aos fins de semana na loja dela, e como ela acompanha o blog tivemos a ideia de fotografar alguns looks por lá no tempo livre. Como ainda estamos nos adaptando à ideia, não estávamos lá tão equipadas, algumas peças estão um pouco amassadinhas e a iluminação não ficou perfeita, mas nos próximos looks iremos arrumando isso.

Por isso fiz um look bem simples, com as peças novas que chegaram.

O short azul apesar de ser curto, ele é mais larguinho o que me deixa muito mais à vontade. Vocês sabem como amo camisas, e fiquei simplesmente boba com essa estampa, azul com rosa clarinho. E a regatinha de baixo (rosinha beem claro) tem aplicação de pérolas.




Todas as peças são da marca Hering.
Pra quem quiser conhecer a loja ela fica dentro do mercado Lopes do Jd. Taboão. (Guarulhos - SP)

24 de outubro de 2014

Começou com um e-mail novo. Ele dizia: "você foi chamada para uma entrevista". Um misto de ansiedade e medo tomaram meu corpo. Meu Deus! Quando foi que eu cresci e me tornei adulta? Ainda não... Ainda não... Pois ainda sim. Até demorou. E lá fui atender ao chamado.

Chegando no lugar, a clínica odontológica, várias mulheres me olharam da cabeça aos pés. Pensei até que fosse tropeçar e cair. "Somos inimigas?" Dava vontade perguntar. As atendentes conversavam sobre o notebook da Barbie que a sobrinha não aceitou ganhar, batucando seus saltos altos pra lá e pra cá. Aquele emprego era um verdadeiro "baixa-auto-estima" pra mim. Meu cabelo não andava solto, liso e loiro, eu estava exausta de usar salto alto nos fins de semana e usava minha bag ecológica pra pegar um livro na biblioteca depois.

A "doutora" chamou a gente pra sua sala. Disse o salário (que me assustou ~senhor o que eu faria com tanto dinheiro?~) e o que esperava da gente. Várias meninas disseram coisas sobre si mesmas enquanto eu me calava pra não soltar o que sentia vontade de dizer: "não tenho experiência e nem formação, mas sou inteligente o suficiente para saber que supostamente odontólogos não são doutores".

Não julgo quem deseja muito trabalhar lá. Pelo salário eu até aceitaria. Mas sabia que não tinha chance e sequer faria questão de ter. A menina sentada ao meu lado parecia um pouco comigo. Daí ela me perguntou se eu era a dona do Adolecentro. Quando ouvi isso queria ficar ali mesmo conversando sobre nossos blogs e fofocando sobre nós mesmas. Mas, que triste, o ambiente não permitiu, mas ser reconhecida acendeu uma estrelinha do meu coração.

Nunca mais eu quero voltar aqui, prefiro o meu dentista simpático que nunca torceu o nariz pras parcelas do meu tratamento, muito bem feito, por sinal. Só queria sair dali.

E saindo dali, tava com um currículo sobrando. Fui até um estabelecimento que as pessoas usavam camiseta laranja e um avental preto por cima. É a livraria, e lá dentro tocava MPB. Entrei e deixei o currículo. Agora sim eu me sentia "correndo atrás dos meus sonhos" e, de lá, parti pra biblioteca. Porque, meu caro, eu acho que, ser bem sucedido é ser feliz.


Pra quem não se lembra, comentei aqui sobre minhas metas à longo prazo e a primeira era conseguir um emprego em uma livraria/biblioteca/editora. Os fatos citados são verídicos e se quiserem saber a continuação da história, comentem que eu conto tudo! ♥

23 de outubro de 2014


O Mundo não gira, nunca girou e nunca vai girar ao redor de um umbigo só. Pode ser daquela pessoa que ganhou fama piscando os olhos, ou aquela que se esforça ao máximo e não chega a lugar nenhum. E independente de tudo, todos nós precisamos aprender um pouquinho.

O que eu acho é que: se você se comportar, acreditar, agir, fazer, falar o que todo mundo fala, sem dúvida alguma você acabará como mais um monte de blogs que fazem exatamente as mesmas coisas e disputam a atenção do mesmo público.

Mas o público não tá nem aí pra isso, navegar na internet é de graça, então a pessoa muito bem escolhe se ela volta no seu cantinho pra sempre ou nunca mais, ou de vez em quando. Nem sempre vão te amar por você ser você mesmo. E eu sei muito bem o quanto é triste achar sua própria vida monótona e sem atrativos especiais. Talvez você só precise dar mais atenção para suas ideias e menos atenção pro facebook. Acreditar mais em você mesmo do que no que dizem por aí.

Já perdi a conta de quantas vezes falei que não há fórmulas nem números que te mostrem se você está indo bem ou não. Sabe por quê? Porque quem é um pouquinho mais esperto (no bom sentido!) nunca vai se conformar, vai sempre querer melhorar, ter novas ideias e etc. Então seja lá quanto tempo você tem no que faz, não se compare a meras estatísticas, eu sei que você é mais do que isso.

Entenda que nem tudo é plágio, nem todo mundo está louco para te copiar e nem todo mundo quer acabar com seu blog. Nem todo mundo que critica é invejoso. Pare de se colocar como vítima! Se você olhar direito, vai enxergar que tudo tem um lado bom. E pra toda vida a gente precisa de mais um pouquinho dessa visão.

Ao invés de apontar e desprezar, estenda mais a mão. Não demore muito aonde não pode deixar um pouco de amor. Talvez seja isso que todos nós procuramos.

22 de outubro de 2014

“Estou atrás do que fica atrás do pensamento”



Autor: Clarice Lispector| Editora: Rocco | N° de Pág.: 88


"Neste longo texto ficcional em forma de monólogo, Clarice Lispector se confunde com a personagem, uma solitária pintora que se lança em infinitas reflexões sobre o tempo, a vida e a morte, os sonhos e visões, as flores, os estados da alma, a coragem e o medo e, principalmente, a arte da criação, do saber usar as palavras num jogo de sons e silêncios que se combinam. Tudo é revelado através do olhar dessa pintora-narradora, que cai em estado de graça em plena madrugada."

- Sinopse retirada do site Skoob.

Um dia eu disse infantilmente: posso tudo.
Depois de ler "A Hora da Estrela" (resenhei aqui) fiquei impressionada em como a Clarice consegue assumir a personalidade de um outro narrador qualquer e falar como se fosse ele. Mas quem lê sempre acaba se perguntando se aqueles sentimentos realmente são de Clarice ou são todos fictícios. Com Água Viva não é diferente. Ela assume a personalidade de uma artista pintora e solitária, que escreve para um "alguém" masculino.

Um exercício de apreciação e atenção.


A diferença é que nesse livro não há uma história, sequer nem um começo, meio ou fim. Clarice simplesmente vai soltando suas reflexões como se escrevesse no automático e, de um jeito melancólico, filosofa sobre sua solidão, sobre as flores, a alma, vida e morte. E ao mesmo tempo com uma escrita extremamente poética.

"Não quero perguntas por que, pode-se perguntar sempre por que e sempre continuar sem resposta: será que consigo me entregar ao expectante silêncio que se segue a uma pergunta sem resposta? Embora adivinhe que em algum lugar ou em algum tempo existe a grande resposta para mim."

Ao ler o livro me sentia adentrando em um universo que exigia minha completa dedicação e apreciação. Se por um segundo meu pensamento, num descuido, se desviasse, eu já não conseguia compreender o que a autora queria dizer, pois como disse, não há uma narração de uma história, e sim pensamentos falados. Esse livro requer total atenção. Mas garanto que quem lê, mesmo cansado, sente vontade de reler, reler e reler...

Eu admiro muito a coragem de Clarice ao escrever um livro tão intimamente. São 88 páginas de conversa e só quem escreve sabe o quanto deve ter sido desgastante escrever o que se passa em sua mente, assim, sem medo e sem amarras.

"Sou inquieta e áspera e desesperançada. Embora amor dentro de mim eu tenha. Só que não sei usar amor. Às vezes me arranha como se fossem farpas."

Nota: ♥ ♥ ♥ ♥ / 5 - | Leitura média-difícil | Comprar  
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