30 de outubro de 2014

Como todos sabem eu sou uma frequentadora assídua do cinema, e meu ultimo filme nas telonas foi Annabelle. Pra quem já assistiu Invocação do Mal sabe de que boneca eu to falando. Não sou muito fã de filmes de terror, muito menos de bonecas possuídas pelo demônio. A questão é que: Annabelle é um filme pra se assistir acompanhada e de ficar uma semana sem dormir.  É realmente um filme perturbador, mas que vale muito  a pena ser assistido.

O filme começa com aquele clichê maravilhoso, um casal começando a vida, a mulher grávida e blá blá blá. Como o filme se passa em uma época diferente da nossa, hoje essas bonecas que eu acho absurdamente assustadoras eram moda, e a mocinha do filme era uma colecionadora de bonecas. O marido querendo agradar a esposa compra a ultima que faltava pra coleção, e adivinha quem é? Sim, ela mesma. Logo na primeira noite da boneca na casa uma tragédia acontece. Não vou contar o que se não perde toda a graça. A partir desse ponto você vai entender o porquê dela se chamar Annabelle, uma explicação que me surpreendeu bastante aliás.


A partir dai coisas sobrenaturais começam a acontecer, tais como a boneca mudar de posição sozinha a todo momento. Um ponto positivo do filme é que ele não apela pra cenas fortes, ele joga mais pro terror psicológico. Tomei altos sustos,  tipo ... muitos mesmo!  O filme gira em torno do casal com seu bebe recém nascido tentando combater essa força do mal que emana da boneca. O final  foi outra coisa que me surpreendeu muito,  eu fiquei arrepiada, e adorei saber que não era nada do que eu esperava que fosse, foi fantástico!  E como eu já disse la no incio do post, o final deixa um gancho para o filme Invocação do Mal, então que não assistiu, bora assistir os dois!

Uma curiosidade:  A atriz que interpreta Mia, a mãe desesperada, se chama Annabelle na vida real. Eu ein .... 

Espero que tenham gostado amores, beijos! ;3

UPDATE: leia também: "A verdadeira história da boneca Annabelle"

Nossa primavera passa agora como passam no chão os bichinhos do verão, pra lá e pra cá. Uma música triste entoa no rádio o que não era pra ser. Não sei dizer se errei, mas pela minha natureza errônea sei que não há certeza da verdade. Mesmo quando ela dói. E quando mais dolorida mais difícil de acreditar. Então me recuso a acreditar na talvez verdade, e dói mais ainda. Me recuso a deixar doer e sinto um gosto estranho na garganta. 

Certamente a primavera já passou há muito tempo, que eu nem lembro mais. Não era pra ser talvez, amor, mas se foi era pra ser qualquer coisa jogada ao acaso, um amor a mais, uma dor a mais. Um deixa pra lá que insiste em ficar pra cá. Até que ponto tenho livre arbítrio sobre essa quase tristeza? É tão "impassional" que gera sem querer uma sensação ruim. Quanto tempo me resta para escolha, se caso haja uma escolha?

Você sempre disse que a música mudava meu humor e to nem aí deixo o rádio tocar pra sentir mais um pouquinho. Pensar qual era a nossa música que alegrava meu coração... Não tinha. Aí pra chorar qualquer bobagem me lembrava você. Desejei até cair na rua pra poder chorar à vontade. Não aconteceu e eu guardei até aqui. Sozinha.

Meu coração tá separando um cantinho pra te colocar. Eu to dizendo pra ele que você não vai pra cantinho nenhum, que não cabe. Estou triste até comigo mesma. Com o que faço por burrice, por não saber ser o melhor de mim. Que eu não vou dormir na única noite que tenho na semana. Que eu me pergunto o que tinha naquela primavera que dessa vez não aconteceu. Ah infelizmente não aconteceu...

"E ninguém é eu. Ninguém é você. Esta é a solidão" - Clarice Lispector

28 de outubro de 2014


Um blogueiro dedicado organiza sua vida em pró de seu blog. Pouca gente compreende isso. Muita gente ainda acha que blogar é tirar algumas fotinhos aqui e ali e "resenhar produtinhos". Seja o blog mais "fútil" que for, sempre vai ter um esforço por trás, desde a gravação de um vídeo ou a produção de uma ideia, fotos, tempo gasto com edição, escrevendo... Dá muito trabalho mesmo.

E o que a gente vê hoje, devido a como esse "universo" cresceu ultimamente, quantos blogs ativos existem hoje em dia, a gente vê uma desvalorização imensa e uma dificuldade de ganhar espaço e crescer. São milhares de opções, seja no Brasil ou no mundo. E eu não estou dizendo que somos concorrentes e acredito sim que há espaço para todos, mas nem todo mundo dá o devido valor a esse espaço.

Quem te vê escrevendo que nem um louco na frente do computador te chacota mesmo. Desacredita em você. E isso só aumenta a sua vontade de mostrar que o que você faz não é inútil, entendem? Quando começaram a chegar caixas de produtos aqui em casa, por menores que fossem, meus pais se orgulharam de mim. E as reclamações do meu excesso de tempo "no computador" foram diminuindo.

Eu não vejo problema nenhum em sonhar. Em querer crescer, querer ser melhor. Mas o que eu vejo são pessoas com sentimento de inferioridade que não aceitam que os blogueiros aprimorem o blog, dizem que a gente "perde a essência". Eu fico boba em como tem gente que acha ruim que as fotos de um blog estejam melhores, que as roupas sejam mais chiques e etc. É como ficar triste ou com inveja do seu amigo que ficou rico e você não.

A gente dá duro demais pra trazer conteúdo e todo mundo vê de graça. Não sei porque esse desprezo por blogs monetizados. Certa vez, quando eu expliquei que monetizava o blog só para bancar suas próprias despesas, uma menina me disse "paguei 200 reais no meu layout e 30 reais no meu domínio sem monetizar o blog". Então eu tive mesmo que explicar que eu estava desempregada e meus pais não tem condições de ficar pagando tudo pra mim.

Aí as pessoas dizem: "arruma um emprego", "vai vender doce", etc, mas não entendem que por mais que eu esteja buscando isso, se eu trabalhar não vou poder dedicar o mesmo tempo que dedicava antes. Resumindo o suposto leitor acha ruim que eu coloque um anúncio que em nada atrapalha os posts, ao invés de apoiar o blog e entender que eu não enriqueço a custa de ninguém, pois o que me dá acesso é esse trabalho de fotografar/escrever/divulgar bem. E com leitores assim, quem precisa de inimigos?

As coisas não caem do céu. Ainda sou gente como todo mundo é, gente que acredita no potencial que tem e quer ser melhor, quer crescer sim. Melhorar sua vida não é sinônimo de ficar metido. As pessoas é que confundem as coisas. Talvez o tempo fique mesmo apertado e não dê pra dar atenção pra todo mundo, mas custa ser compreensivo? As pessoas julgam demais, apontam demais o dedo. Mas não aguentaria fazer metade do que a pessoa fez. E infelizmente nós blogueiros (como figuras públicas) devemos explicação pra essa gente!

Quando criança você nunca se perguntou como as pessoas da tv e do rádio trabalhavam daquilo? E você não gastava um centavo? Então, quando você ver um publi-post, um jabá, um pop up abrindo, uma propaganda no youtube fique contente pois (muitas vezes) você está ajudando um escritor/blogueiro/artista autônomo. E se não ficar, ao invés de criticar, baixe esse programa aqui e seja feliz.

27 de outubro de 2014

Foto assinando o primeiro recibo ♥
Depois de chegar um tanto frustrada pela primeira entrevista que não aconteceu, fui continuar minha vida normal e a rotina do blog. Minha prima me chamou no chat para falarmos sobre meus possíveis vídeos que eu prometo sempre de fazer e etc, até que comentei meu interesse em fazer um curso de edição e a falta de money. Então ela se ofereceu a me ajudar.

Para minha hiper surpresa fui chamada para estar aos fins de semana na sua loja (que eu até já tinha esquecido que ela tinha), sim aquela que eu comentei outro dia aqui. E no outro dia eu já estava lá, aprendendo como atender em uma loja e etc. Não é que eu gostei?

Pode parecer bobagem, mas fiquei fascinada com esse mundo de vendas/compras, a coisa é complexa e o mais engraçado é convencer o cliente a comprar. Pessoas entram procurando por camisas e compram calças, procuram vestidos compram meias e por aí vai. Eu ficava no tempo livre pensando em como seria a vida de cada pessoa que passava ali. Até fiquei triste ao imaginar que uma hora eu as trataria automaticamente, sem reparar em suas fisionomias, estilos e jeitos de ser. A emoção de assinar o primeiro pagamento e planejar o que fazer com o dinheiro.

Eu me sentia gente grande mas lá estava eu no território incerto que se chama "primeira vez".

E na mesma a moça da livraria que contei aqui me ligou. Eu tinha uma entrevista para o dia seguinte.

Pra quem não se lembra, comentei aqui sobre minhas metas à longo prazo e a primeira era conseguir um emprego em uma livraria/biblioteca/editora. Os fatos citados são verídicos, a parte um já foi postada aqui e comentem o que esperam saber da continuação da história ♥