25 de agosto de 2015

Eu queria, no fim do dia, deitar e dizer: Consegui. Me encontrei. To a salvo. Deu tudo certo... Mas eu tenho um livro, eu tenho um verso e uma vontade... Que não cabem em lugar nenhum. E eu nunca me encontro, e nunca é o suficiente.

Eu queria, no começo do dia, ter a certeza de que voltaria para casa viva. E não apenas viva, mas completa. Sem deixar rastros no mundo, apenas pequenas marcas delicadas no coração. Fazer sentido...

Mas parece que a calma é a virtude que meu ser rejeitou. Apesar de estar calma. Apesar de sentir-me em paz. Eu queria mais. Queria correndo, queria gargalhando, embriagada, louca. Tudo está em paz, mas a paz é incomoda quando somos jovens. Queremos sentir a vida, não em sua plenitude, e sim na sua forma borrada, errônea, apaixonada...

É o que é bom? De forma alguma... Mas não nascemos para fazer sentido, agora percebi. Nascemos para fazer sentir. Para sentir pulsar. Para querer demais, vulgar, dando-se o luxo dessas palavras, dessas luzes, da Avenida Augusta. Onde o afeto se torna um borrão, e nossas crenças se diluem no 95% álcool e na falta de lucidez.

Lucidez? Eu desisti de encontrar respostas para minhas perguntas. Permiti viver o dia como ele é. Pensar o que vem a mente. Se preciso, xingar. Se preciso, sorrir. Para a morna rebeldia. Para a norma culta. Para a prova de matemática. Eu me perco no momento que me procuram. E eu não quero mais isso. Eu quero aprender, sim. Mas quero ter a coragem de ser o melhor de mim. Apesar de errada, apesar de incoerente, apesar de infeliz e cansada.

Não queria mais. Passei a querer e o universo me revelou as coisas boas. Me revelou as incertezas da minha vida. Não revelou para que eu soubesse, mas sim, para eu enxergar que não sei. E, apesar da fé, a incerteza finalmente se tornou parte da vida. E foi melhor assim.

17 de agosto de 2015

Ele me olha, eu posso notar. Mais que notar, sinto. Seus olhos penetram-me, invadem-me, e me deixam insegura. Mas eu adoro a sensação de ter seus olhos pousados sobre mim, ou desviados para mim... Ou atraídos por mim. Eu também desvio meu olhar, finjo que não percebo sua existência, enquanto nossos olhares se cruzam, você também não percebe a minha, fingido.

Seu olhar, cheio de malícia e ao mesmo tempo tão recluso, diz tanto! E consente tanto, cala tanto! Eu fui fisgada. Sou vítima. Estou à mercê, necessitada, para que apenas olhes para mim. Não é tudo que eu quero, nem tudo que sinto. Mas seu olhar... É como se fosse uma esperança, de que ainda, na turbulência, na correria, alguém me nota. E me nota por querer, sem ignorar. E tantas pessoas conversam, e tantas abraçam, e todas sorriem, mas nenhuma é como aquele olhar. Nenhuma é tão quieta, tampouco tão misteriosa quanto aquele jeito de desviar os olhos e fita-los em mim.

Delicio-me. E eu quero mais que aquilo. Eu quero seu sorriso. Eu quero sua voz. Eu quero seu timbre... Quero mostrar-lhe que sou mais do que vê, não há medo. Desfazer sua graça, refaze-la em tênue ternura. Em terno corpo, em beijo, em atração. É mais que conhece-lo. É acreditar que essa bobagem pode mudar o rumo de toda uma vida. É acreditar no destino, na química, no cosmo.

E é apenas por um olhar...

16 de agosto de 2015

Quantas palavras seriam necessárias para colocar em um papel, ou no caso, numa tela de computador, tudo que já se passou e ainda passa pela minha cabeça quando penso que esse é o meu tão esperado ano dos 18 anos? É assustador e ao mesmo inquietante. Tenho 18 anos e ainda não posso nada, mas não é pelos mesmos motivos de antes. Os medos dobraram, as responsabilidades triplicaram, minhas expectativas estão à mil e o tempo parece ter diminuído drasticamente. Ainda assim, apesar de tudo, continuo correndo, contra o tempo, contra tudo e contra todos. 

E parece cada vez mais que algo dentro de mim grita: você está se tornando comum, não é mais aquela adolescente excêntrica que tinha muito dom, muito talento, muita a explorar. Você é apenas mais um garota de 18 anos que ainda não ingressou no superior, que não foi contratada pela grande empresa, que não se tornou famosa, nem tão bonita, e que não se aperfeiçoou enquanto pode, tampouco tem o namoro (ou um namorado) estável. Agora você pega ônibus todo dia de manhã e toda noite chega esgotada, sem capacidade, física e emocional, de vestir sua melhor versão e mostrar o que é, pela palavras, pela poesia, pelo blog.

Essa voz dentro de mim não está errada, eu realmente estou esgotada. Mas, por outro lado, eu escuto uma voz ainda mais forte que diz: Ainda há tempo... Você pode, você um dia vai chegar lá... Um dia todos vão entender o por quê se isolou tanto, correu tanto, se dedicou tanto... E principalmente, acreditou tanto. Então continue acreditando e tentando, mesmo no seu tão monótono dia-a-dia, pois se não acreditar, você dará razão para quem tanto, até então, desacredita.

Apesar de estudar muito tudo que esteja relacionado à marketing, simplesmente não consigo me moldar ao que um público ou um mercado espera de mim. As coisas são claras em minha mente, mas essa clareza não me satisfaz. Todos os dias eu me levanto e oro para que eu vá para o mundo, e não que o mundo adentre em mim. Eu ainda quero a incerteza de florescer de dentro para fora. E por isso, apesar de saber que é mais arriscado, ainda prefiro ter fé que ter fórmula, ritual. Ainda prefiro errar que ser o que já esperam de mim.

Esse ano senti muito a grandeza da vida. Parece que nunca o mundo girou tão conciso. Claro que com altos e baixos, alguns baixos muito fundos, porém com altos incríveis. Com a proteção de Deus, senti suas mãos sobre mim todos os dias. Muitos milagres tenho à contar, meu ultimo presente foi ter perdido minha carteira nas abençoadas mãos de uma moça muito simpática que veio até meu trabalho me devolver, sem nem tocar no meu dinheiro. Todos os dias conheço pessoas incríveis e valiosas, na ultima semana conheci um professor de Hebraico, já muito idoso e debilitado, escreveu meu nome e mais duas frases em um papel, e mais tarde voltou para me entregar uma apostila para que eu iniciasse as aulas da maneira que pudesse. Mais um exemplo fantástico de como é bom estar à disposição de tantas surpresas, e sempre atenta, e sempre grata.

A Bibliotecária de Auschwitz foi um presente que ganhei pelo meu desempenho nas vendas.


O colar e brincos de coruja foram presentes da minha gerente. Todos sabem o quanto sou apaixonada pela figura da coruja. ♥


Ciente do meu gosto por máxi brincos, minha prima me presenteou com um lindo par da Bendita Benedita.


Chocolates nunca podem me faltar: Ganhei de uma colega do serviço e também de um cliente muito simpático.

Ainda sobre docinhos, minha best, do serviço, me presenteou com um delicioso cupcake e outros mimos ♥


Coração de Tinta foi presente de um dos livreiros, colega de trabalho, o cartonista e fotógrafo William.

À tempo de escrever o post, chegou em casa o presente de meu grande amigo, blogueiro, escritor e leitor do blog Gugu Keller!  

Meu gerente também me presentou livro, um de seus favoritos: O Jogo do Anjo.

O presentaço dos meus pais, junto meus irmãos, foi um lindo Nokia Lumia. Não me perguntem mais detalhes pois não sou a mais manjada sobre celulares. Qualquer um seria melhor que meu antigo CCE.

Perto da data, a editora Martin Claret nos permitiu escolher um título para ler e indicar. Não pensei duas vezes para pedir a nova edição de luxo de Madame Bovary, pelo qual já tinha mencionado meu interesse aqui. Foi um presentaço!

De sua ultima viagem, outra prima trouxe o Gato Risonho, com selo da Disney e tudo! Os mangás eu mesma comprei pelas bancas de Guarulhos.

E mais presente de prima, o kit com três esmaltes do O Boticário! Eles vieram nessa embalagem linda! Não podia mesmo faltar esmaltes nessa seleção de presentes incríveis.

No dia da festa chegou também um exemplar de Delirium, autografado, ilustrado e dedicado pelo autor Carlos Patrício. Comprei sua obra, pois nunca perdi meu amor por nacional, mas claro que vale como um presente também.

Pra encerrar: O presente da minha amiga livreira: O Lado Mais Sombrio. Ele já foi resenhado pela Ísis aqui, e estava na minha lista de desejos! ♥

PS: Também ganhei roupas, mas deixo para fotografá-los nos looks, senão perde a graça rs

Momentos, sorrisos, aprendizados, amizades... Cada vez tenho mais certeza que a cada dia colho presentes sempre mais bonitos.

Repito, e não deixo de repetir, o quanto sou grata a todos que alegram meus dias, seja com um sorriso, uma gentileza, com presentes materiais, palavras de amizade ou até mesmo gestos de cidadania. Gratidão!

5 de agosto de 2015


Aos 18, enxergo agora que, não importa se você não sabe o que quer, basta ter claro contigo o que não quer. Chegamos lá, os 18 anos, e não estamos vivendo tanto quanto imaginávamos, mas minha garota de 15 anos estaria satisfeita pelo que me tornei, venho tornando. E quero continuar, não apenas acertando, mas sendo fruto de escolhas que a cada dia me permitem ser melhor o que sou. Enxergo também que nunca estarei tão nova, tampouco tão velha, à ponto de desistir de mudar o que não me agrada, sonhar e acreditar ser possível o sonho, e enxergar (ou inventar) motivos para sorrir. Que cada dia, a partir de agora, seja um passo, longe de onde não gostaria de estar, e perto de onde faze-se por onde chegar. Por fim, ao contrário da adolescência, que queríamos ser alguém, entendemos que sempre somos alguém, e não podemos nos envergonhar disso. Somos parte de uma família, de uma amizade, de amores, momentos e de corações. Quanto mais clara essa certeza, mais transparente também, e mais leve e mais bonita. Pois a vida é muito curta para anular-se e não permitir-se ser a criança, ser a boba, ser a quieta... Enfim... Ser o que sentir, pensar e condizer. E poder alegrar quem sorri para ti. 

Serei sempre agradecida a todos que partilharam momentos, palavras, sorrisos e choros ao meu lado. Que me deram uma chance de doar um pouco de mim. Aos que acreditam em mim, que confiam em mim, aos que me felicitam... Meu mais sincero obrigado! 






Hoje venho partilhar com vocês fotos de momentos tão íntimos, mas tão importantes, sem poder excluir meu blog de parte desse processo que me fez ser o que sou. À todos que me leem, agradeço pela santa paciência. ♥ Essas fotos, tão sinceras, tão expositivas, podem não estar tão bonitas, tão perfeitas, mas marcam um dia muito feliz em minha vida. Não só pelos 18 anos, mas por tudo que senti, pensei, vivi hoje. Então perdoem posta-las no blog, mas qualquer coisa que postasse longe disso não seria eu. Não seria o Adolecentro como nasceu. Se um dia mudarmos, e ficarmos melhores (em questão de qualidade), espero que sintam-se tão felizes quanto eu estarei, pois é o que quero. Mas a questão de sinceridade... Essa não posso discutir.