4 de fevereiro de 2016


Tinha costume de guardar seus próprios rastros como forma de eternizar sua história. Um estranho pesar tomava seu peito e espalhava-se pelo corpo quando passava pela cabeça a ideia de que um dia aquilo acabaria.
Como tudo na vida, um dia, acaba. Ela ainda não estava preparada.
Eis que um dia acabou.
Foi chocante, mas aos poucos, os buracos no peito tomavam forma, acomodavam-se, deixando de incomodar. Assim como toda dor que não é passageira torna-se parte de nós.
Acostumamo-nos com as derrotas, com os fracassos, com a rotina... E aquela chama que ardia ante os sonhos nobres da juventude, torna-se chaga às vezes impossível de cicatrizar.
E aquele costume de eternizar o que parecia bom, era apagado por prioridades novas... Às vezes obrigações, outras vezes desejos... E até algumas alegrias.
Então as chamas diminuíam dia após dia... Tornaram-se fumaças cinzentas, até enfim serem um borrão na memória, um pequeno devaneio, uma lembrança comum. 
E antes uma carta era molhada em lágrimas, rasgada, jogada... Hoje, se não é perdida, é amassada e jogado no lixo mais próximo.
Antes a ternura doía quando as lembranças acordavam abraçando a alma. Hoje dói saber está calejada e com o peito adormecido.

Coleciona(dor).

7 de janeiro de 2016

O Melhor livro do Nicholas Sparks


resenha

Autor: Nicholas Sparks| Editora: Prestígio | N° de Pág.:  326

"Jeremy Marsh é um jornalista novaiorquino cético que dedica a vida a investigar e desmentir fenômenos sobrenaturais. Ele está no auge do sucesso quando recebe uma carta curiosa. Nela, uma senhora relata a ocorrência de luzes estranhas e fantasmagóricas no cemitério de Boone Creek, uma pequena cidade na Carolina do Norte. 
Jeremy parte para lá e, quando começa suas investigações, conhece a bibliotecária Lexie Darnell, que está determinada a proteger as pessoas e a cidade que tanto ama - e nem um pouco disposta a confiar no forasteiro.
Enquanto tenta descobrir a verdade por trás das luzes do cemitério, Jeremy tem que desvendar também os próprios sentimentos e se vê diante de escolhas muito difíceis, entre elas a de voltar para a vida que conhece em Nova York ou fazer algo completamente novo: acreditar." 

- Sinopse retirada do site Skoob

"Quando as pessoas se importavam umas com as outras, sempre encontravam um jeito de fazer as coisas darem certo.“ 

O Milagre

conta a história de Jeremy, um cara que não superou a dor do fim de seu casamento e a frustração de não poder ser pai. Ele dedica sua vida ao seu trabalho, uma área de sua vida que está rendendo grandes frutos e recompensas. Sua nova aventura é na pequena cidade da Carolina da Norte. Lá encontrará Lexie, uma moça frustrada com seus dois antigos relacionamentos e que vive uma vida tranquila e solitária, mas ama suas raízes e nunca quer sair de Boone Crek.

"Ela já havia se machucado antes, e agora percebia que havia reagido à dor recolhendo-se na segurança da solidão. Mas uma vida sem riscos não era uma vida pra valer, e se era preciso mudar, podia muio bem começar agora."

Jeremy recebe ajuda de Lexie e se sente atraído por ela. Porém os dois tem feridas ainda não cicatrizadas que dificultam a aproximação. Jeremy está ali a trabalho, logo terá que voltar para Nova York e o casal precisa ser maduro o suficiente para que isso não se torne apenas mais um "romance de verão".

O que me agrada muito nesse livro, é que apesar do envolvimento das personagens, ele se desenrola também através das questões do cemitério... Essa mesclagem em doses balanceadas de romantismo e mistério deixam a leitura mais interessante e mais intensa. Não era só sobre Jeremy e Lexie, tinha também as histórias assombradas, os acontecimentos estranhos, a pressão do trabalho e dos amigos...

"- O que você acha que eu devo fazer? Alvin respirou profundamente. - Eu acho - Alvin falou - que tudo se resume ao que é mais importante pra você, você não acha?"

As profissões envolvidas, jornalismo e biblioteconomia, também é outro ponto positivo no enredo, pois são opções que levei em conta para decidir sobre meu próprio futuro, e acompanhar a rotina de cada uma delas foi um detalhe que incrementou meus conhecimentos e decisões pessoais.

E como todos sabemos, além da escrita fluída, Nicholas Sparks tem os melhores desfechos: Aqueles de acabar com nosso coração, seja bom ou ruim, e nesse livro não foi diferente. O fim dele me surpreendeu de uma forma tão incrível que acabou se tornando o melhor livro do autor, e também o que mais indico. 

Se você está cansado de "romântico clichê", dê uma chance para O Milagre. Ele não é nem um pouco clichê, mas nem por isso deixa de ser divertido, leve e apaixonante.

Nota: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥  de 5 - | Leitura fácil 
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PS: Ainda essa semana sai a resenha de "À Primeira Vista", continuação de O Milagre.


Nota: Nicholas Sparks teve seus dias de glória, encantou (ou iludiu) a todos durante um bom tempo e depois nós cansamos. Chegou a ser celebridade, acompanhamos o fim de seu casamento, seu momento improdutivo e agora sua autobiografia que não aparenta ser romântica, tampouco atraente para quem já foi muito fã do amorzinho de seus livros. Apesar de entender bem que a sua febre é semelhante a livros de sucesso atuais como A Culpa é das Estrelas e 50 Tons de Cinza, devo admitir que li, leio e aprecio muito as histórias do tio Nick (Já li Querido John 3 vezes, é um dos meus livros favoritos).


6 de janeiro de 2016

adolecentro

2015 foi um ano de muito conteúdo bom, concordam? Eis os melhores de dezembro! Agora basta vocês me responderem se querem que esse tipo de post continue em 2016! Aproveitem-o (como se fosse o ultimo, ou não! rs) E aguardo o feedback :D

Entenda os dados do Google Analytics (Love is Colorful): Todo blogueiro sabe a importância do Google Analytics, porém nem todos conseguem de cara boas experiências por lá. Aquela quantidade imensa de números e gráficos (muitas vezes negativos) acaba confundindo e desanimando. Pensando nisso, o blog Love is Colorful preparou uma coleção de posts explicadinhos sobre essa ferramenta.

5 razões pra você ler "Ela não é Invisível" (Estação com Cor): Se eu já li esse livro? Não! Mas depois de ver o post fiquei morrendo de vontade. Convincente.

Politica: Quem manda, porque manda, como manda (Jovem Jornalista): Não costumo compartilhar resenhas de livros, a não ser que elas sejam realmente muito boas. Destaco a do blog Jovem Jornalista (que tem muitos posts de qualidade): estamos em uma fase fundamental de discernimento político e toda leitura sobre é muito bem vinda.

Camille Claudel: A quem serve a normalidade? (Blog da Boitempo): A história de Camille Claudel, apesar de triste, explica muito sobre feminismo e nossa luta. Camille era escultora em um século onde só os homens produziam arte... Como resultado ela foi "atestada" de louca e acabou em um hospício, tudo porque não pretendia casar e formar uma família (o que era considerado uma desonra).
ilustradores profissionais
Imagem: Ideia quente

Desenhos de crianças redesenhadas por artistas do mundo todo (Ideia Quente): Esse projeto incentiva as crianças a usarem sua imaginação, e o resultado é maravilhoso. Fiquei admirada na força criativa dos pequenos, que muitas vezes não damos valor por achar bobagem. Mas olhando através do projeto fiquei com inveja... (Até porque pra começar nunca fui boa pra desenhar)

A simplicidade que custa caro (Adolecentro): Esses dias estava refletindo sobre algo que já havia refletido... Fui parar nesse post que escrevi há um bom tempo, mas que ainda assino embaixo. Vale a reflexão.


Owwwwn (Do lado de dentro): Pra finalizar ♥

4 de janeiro de 2016



Festas para mim não são "apesar de", elas realmente merecem um motivo especial. Por isso não comemorei a virada do ano. 2015 não foi uma festa. Pensei então se desperdiçava ou aproveitava esse "momento". Mas ainda que tenha rejeitado o brinde, os fogos e a ceia... Não houve desperdício pois, ainda que não tão feliz, vivi o meu momento, digno de respeito.

Não gosto de comemorar sem motivo. Sentir a vida e o que ela me traz é meu jeito de aproveita-la ao máximo. Não nego, tampouco escondo, o que ela me oferece de ruim. As dores, as perdas, descontentamentos... Não podem ser desconsiderados. É hipocrisia desejar sentir a vida e desprezar a parte ruim. A vida é um combo completo. Um misto de altos e baixos.

Tradições não me convencem. Sorrir por sorrir não faz sentido. Sempre se penso se estou ou não no caminho errado, a resposta nunca me importa, só me importa a conclusão de que preciso de coisas reais para viver. E a vida é movimento e mudança. Tudo que preciso no agora em que vivo, é ser franca comigo mesma e com o mundo, sempre. Só assim posso ser sincera. Detesto aparências, odeio mentiras, mas se eu precisar me safar disso, não hesito em quebrar as regras. Uma, duas, três vezes. Porque nem sempre as regras são justas. Nem sempre elas se aplicam ao meu estado espiritual.

2015 foi um ano em que meu coração permaneceu trancado. Eu precisava superar mais uma fase difícil na minha vida, e era extremamente importante fazer isso sozinha. Ninguém, absolutamente ninguém preencheria buracos nem curaria meu coração. Tive amigos ao meu lado quando precisei chorar, outras vezes recorrer a mim mesma, aos chocolates, às compras e ao travesseiro bastou. O importante é que descobri meu valor e o que realmente importa, assumi o controle e compreendi coisas que ainda não havia compreendido. Não pretendo explaná-las no momento, porque tenho consciência da possibilidade de ainda estar errada. Ainda assim, tanto faz.

Esse ano não foi o melhor, foi o ano dos 18 anos, e confesso que se tornar adulto não é nada bom. Decidi que 2016 seria diferente, quero abrir meu coração, trabalhar com ainda mais paixão, escrever muito mais, melhorar meus aspectos negativos, porém aceitar a cada dia minha imperfeição, acreditando sempre que a cada segunda-feira tenho um recomeço, tenho o perdão e graça divino e a chance de ser melhor.

Não é à toa que dia 1º é dia da paz. Que todos meus dias sejam os primeiros. Minha mente, meu coração, minha saúde. Espero de 2016 não ter medo de viver, não perder a cabeça, concretizar planos e sonhos... 2015 não foi um ano de entretenimento, mas sim de muito aprendizado. E espero ter aprendido a aprender bem, sempre, mais e com precisão. ♥